quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O futebol e a auto-afirmação


Neste ano o time mais querido do Brasil e com a maior torcida do mundo sagrou-se hexacampeão nacional de futebol, o esporte mais popular do mundo.
Toda esta festa, consagração e movimentação fazem com que algumas coisas comecem vir à tona.
Qual o verdadeiro motivo que leva uma pessoa a torcer para um time?
Paixão? Amor? O gosto pelo esporte?
O futebol virou apenas mais um meio de auto-afirmação.
A pessoa transfere para o time que torce a responsabilidade de assumir uma determinada postura: a de vitória.
No time pelo qual torce a pessoa se vê.
Ela precisa que o time seja vencedor, para que suas derrotas pessoais sejam superficialmente esquecidas, tanto por ela como pelos outros e quando isso não ocorre, vem a frustração, violência, raiva, ira e tudo o mais que represente a insatisfação.
A transferência do dever ser faz com que o torcedor personalize um clube de futebol como sua própria extensão de identidade. O time é ele, se o time é vencedor, ele é vencedor, se o time perde, ele se sente perdedor.
Nas vitórias do time é que o torcedor se impõe sobre o outro e nas derrotas o outro se impõe sobre ele.
O torcedor do time que perdeu se sente perdedor e o medo de não ter algo positivo a mostrar gera a ira, raiva e angústia e, como grandes torcidas formam grandes egrégoras, acaba que o coletivo acaba formando uma grande bomba vibracional, que uma hora pode explodir e descabar em atos negativos.
Da mesma forma, quando o time vence, o torcedor se sente mais feliz, vitorioso, como se o mundo estivesse em suas mãos e como se fosse realmente um deus criador dos céus e da Terra; até esquece que isto não impedirá que as contas venham fim do mês.
Na realidade, tudo isso é pura ilusão, a realidade é o que é, cada um é o que é.
Uma pessoa não é a roupa que veste e também não é o time que torce.
Se o time vencer e for campeão, isto não torna a pessoa vencedora, da mesma forma que se o time perder, isto não a tornará perdedora.
Transferir o interno ao externo é um grande erro.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Paz Verde

Greenpeace from touscoprod on Vimeo.


É incrível como você reage quando você se preocupa

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Próximo Mito

Como relacionar esta nova sociedade
com o mundo da natureza e do cosmos?

É disso que falam
todos os mitos...
e é disso que o próximo mito
deverá falar.
Mas a sociedade sobre a qual ele
falará é a sociedade planetária...
e até que isso aconteça,
nós não temos nada.
Lembro daquela fotografia
maravilhosa da Terra
vista do espaço.
Ela é muito pequena,
e ao mesmo tempo é grandiosa.
Nela não se vê nenhuma
divisão entre nações...
estados, nada do gênero.
Talvez esse seja o símbolo...
da nova mitologia que virá.

Esse é o país que
estaremos celebrando...
e esse é o povo
ao qual pertencemos.


Os mitos e os sonhos
vêm do mesmo lugar.
Eles vêm de certas percepções...
que precisam se expressar
de uma forma simbólica.
E o único mito sobre o qual
vale a pena pensar...
no futuro imediato,
é o que fala do planeta...
não sobre esta cidade,
sobre este povo...
mas sobre o planeta todo,
e todos que vivem nele.

"Mitologia é o nome que damos às religiões dos outros"
JOSEPH CAMPBELL

Pollen

Pequeno grânulo de dimensões microscópicas,o pólen é o elemento reprodutivo masculino das plantas mais evoluídas do sistema biológico vegetal.
Durante o processo evolutivo, as plantas desenvolveram várias estratégias reprodutivas, para assegurar a sua multiplicação e colonização dos habitates.
O Pólen, que contén todos os aminoácidos essenciais ao organismo humano, é considerado o alimento mais completo e valioso da natureza

"Os processos da natureza
não podem ser malignos."

Estou flutuando muito acima do chão, num lugar que nunca vi antes. minha mente está funcionando de uma maneira diferente agora, como se eu fosse uma nova pessoa, sem lembrança alguma do passado. não estou com medo algum agora, apenas consciente e receptivo. sei que fui trazido a este lugar com uma finalidade. confio neste conhecimento e espero.
- - - - -
Odeio seguir alguém, como também conduzir. obedecer?
não! e governar, nunca! quem não se mete medo não
consegue metê-lo a ninguém, somente aquele que o inspira
é capaz de comandar. já detesto comandar a mim mesmo! gosto, como os animais, das florestas e dos mares, de me perder durante um tempo, permanecer a sonhar num recanto encantador, e forçar-me a regressar de longe ao meu lar, atrair-me a mim próprio… de volta para mim.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Conhecimento Coletivo


Que fascinante é um livro.
É um objeto plano feito de uma árvore
com partes flexíveis
nas quais estão impressas
muitos rabisquinhos escuros.
Mas uma olhada nele
e você está dentro
da mente de outra pessoa.
Talvez alguém morto
há milhares de anos.
Através dos milênios
um autor está falando
clara e silenciosamente
dentro de sua cabeça, diretamente a você.
A escrita é talvez a a maior
das invenções humanas.
Ligando pessoas que
nunca se conheceram.

Livros quebram as correntes do tempo.
São 23 séculos
desde a fundação
da Biblioteca de Alexandria.
Desde então, 100 gerações
já viveram e morreram.
Se a informação fosse passada
meramente de boca em boca
quão pouco saberíamos
de nosso próprio passado
quão lento seria o nosso progresso.
Tudo dependeria
em que nos fora contado
na acuidade de um relato.
Aprendizado antigo pode ser reverenciado
mas em recontagens sucessivas,
se tornaria confuso
e enfim perdido.
Livros nos permitem
viajar pelo tempo
tocar a sabedoria
de nossos ancestrais.
Uma biblioteca nos conecta
com as visões e conhecimentos
das maiores mentes
e dos melhores professores
de todo o planeta
e de toda a nossa história
para nos instruir incansavelmente
e para nos inspirar a fazer
nossas próprias contribuições
ao conhecimento coletivo
da espécie humana.

"Um livro é a prova de que os homens são capazes de fazer magia."
Carl Sagan

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

2012 - Revelação


Como hoje é uma data cabalística, 9-9-9, resolvi voltar com A Luz Verde após ler um post super interessante do blog que acompanho e admiro chamado sedentario e hiperativo que escrevia sobre o que realmente acontecerá em 2012, para que vocês possam já ir tomando as devidas providências a respeito desta data tão profética.
Durante quase todos os períodos históricos, a humanidade sempre está diante de um suposto “Fim dos Tempos”, “Apocalipse”, “Armageddon”, “Ragnarok”, “Bug do Milênio” ou coisa que o valha. Desde que João escreveu seu tratado sobre a Kabbalah (cada um dos 22 capítulos do Livro das revelações fala sobre um dos aspectos de cada Caminho da Árvore da Kabbalah), os religiosos aproveitam a onda do “fim do mundo” para faturar uns trocados nos dízimos e proteções da vida.
Por volta da década de 80, chegou a vez do movimento dos picaretas New Age faturarem uns trocados com a idéia do fim do mundo.
Afinal de contas, o que acontecerá dia 21 do 12 de 2012?

O livro do Apocalipse (chamado também Apocalipse de São João, pelos católicos e ortodoxos, e Apocalipse de João, pelos protestantes, ou ainda Revelação a João) é um livro da Bíblia —o último da seleção “oficial” da galera de Constantino.
A palavra apocalipse, do grego αποκάλυψις (termo primeiramente usado por F. Lücke em 1832) e significa, em grego, “Revelação”. Um “apocalipse”, na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de “apocalipse” aos relatos escritos dessas revelações. Ou seja, NADA de “Fim do Mundo”.
Devido ao fato de, na maioria das bíblias em língua portuguesa se usar o título “Apocalipse” e não “Revelação”, até o significado da palavra ficou todo deturpado, sendo às vezes usado como sinônimo (errôneo) de “fim do mundo”.
Para os cristãos, o livro possui a pré-visão dos últimos acontecimentos antes, durante e após o retorno do Messias de Deus. Alguns Protestantes e Católicos entendem que os acontecimentos previstos no livro já teriam começado. Outros acham que tudo acontecerá ao pé da letra, com direito a dragões de sete cabeças voando pelas cidades turísticas do globo e cristitas sendo abduzidos no meio da rua (“Arrebatamento”).
A literatura apocalíptica tem uma importância considerável na história da tradição judaico-cristã-islâmica, ao veicular crenças como a ressurreição dos mortos, o dia do Juízo Final, o céu, o inferno e outras que são ali referidas de forma mais ou menos explícita. Algumas pessoas defendem que o fato de várias civilizações no mundo terem apresentado narrações apocalípticas sugere que estas têm uma origem comum e ancestral (supostamente revelada ao homem por um ser dotado de inteligência superior, entre outras teorias) que foi sendo deturpada pela transmissão oral. Esta visão assume, por vezes, um carácter ecológico, ao propor que a mensagem do apocalipse se refere à capacidade que o homem civilizado tem para destruir o mundo.
Estão certos em parte. O caráter do texto realmente é Simbólico, mas apenas trata da evolução do Homem em relação ao próprio Interior do Homem. São passagens alquímicas que simbolizam os estágios de aperfeiçoamento do ser humano dentro das sete virtudes, culminando com a derrota de seus próprios demônios internos.

Mas e 2012?
Agora as expectativas se voltam para 2012. Sim, eis o próximo fim-do-mundo! Por quê 2012? Por que foi escolhido pelos místicos americanos, oras! Desta vez é o famoso movimento New Age (ou como diria o Cartman, dos “Hippies fedidos”) que profetiza o final dos tempos. Eles se baseiam agora no calendário de Contagem Longa dos maias. Ou melhor, se baseiam num suposto fim do calendário maia.

Os Calendários Maias
Os maias, a bem da verdade, usavam três calendários diferentes e inter-relacionados, todos organizados como hierarquias de ciclos de dias, com várias durações. A Contagem Longa era o principal calendário para fins históricos. O Haab era o calendário civil, e o Tzolkin, o religioso. Todos os calendários maias são baseados apenas na contagem serial de dias, ou seja, não são calendários sincronizados ao Sol ou à Lua, como o nosso calendário. Apesar disso, tanto a Longa Contagem quanto o Haab contém ciclos de 360 e 365, respectivamente, valores muito próximos do número de dias do ano solar. Por basear-se apenas na contagem dos dias, a Longa Contagem é muito parecida com o sistema de dias julianos e outras representações modernas de datas e tempo. Também é interessante notar que tal calendário conta a partir do zero. Ou seja, mesmo antes dos hindus, os maias foram o primeiro povo a usar o zero.

Vamos organizar uma tabela com os ciclos do calendário Maia:

Kin – Equivale a 1 dia
Uinal – Equivale a 20 Kins (20 dias)
Tun – Equivale a 18 Uinal (360 dias / 1 ano aprox.)
Katun – Equivale a 20 Tun (7.200 dias / 19,7 anos)
Baktun – Equivale a 20 Katun (144.000 dias / 394,3 anos)
Pictun – Equivale a 20 Baktun (2.880.000 dias / 7.885 anos)
Calabtun – Equivale a 20 Pictun (57.600.000 dias / 157.704 anos)
Kinchiltun – Equivale a 20 Calabtun (1.152.000.000 dias / 3.154.071)
Alautun – Equivale a 20 Kinchiltun (23.040.000.000 dias / 63.081.429 anos)


A Longa Contagem é organizada de acordo com a hierarquia de ciclos mostrados acima. Cada ciclo é composto de 20 unidades do ciclo anterior, com exceção do tun, que é composto de 18 uinal de 20 dias cada. Isso resulta num tun de 360 dias, o que é uma boa aproximação com o ano solar, tendo em vista que outros povos antigos, como os romanos, usavam um calendário exclusivamente baseado no ciclo solar, com 360 dias.

Os Maias acreditavam que, ao fim de cada ciclo Pictun, equivalente a 7.885 anos, o universo seria destruído e recriado. Esta é a verdadeira profecia maia. Infelizmente (ou felizmente), este ciclo só acabará em 12 de outubro de 4772.

Por outro lado, 2012 vai ser MESMO um ano de mudança no calendário maia e é nisso que se baseiam as presentes previsões reptilianas. Para os adeptos da teoria dos “maias engenheiros dimensionais do tempo” de plantão, o fim do mundo chegará em 21 de dezembro de 2012. Mas se convertermos esta data para o calendário maia de Longa Contagem, obteremos o seguinte resultado: 13.0.0.0.0. Isso significa que esse será apenas o início do 13º ciclo Baktun. Seria o equivalente ao início do século 13 para os maias, enquanto nós já estamos, de acordo com nossa contagem, no século 21 (o 12º ciclo Baktun começou em 18 de Setembro de 1618). Isso tudo acontece apenas por que são meios diferentes de contar o tempo, que além disso começaram a ser contados em épocas distintas.
Então, da mesma maneira que o mundo não acaba em 31 de Dezembro, o mundo não acabará dia 21/12/2012. Simples assim…

Mas, então, por quê 21 de dezembro de 2012 foi escolhido pelos místicos, esquisotéricos e charlatões? A resposta é simples e óbvia; uma soma de dois fatores:
1) superstição. Como vimos, essa data corresponde a 13.0.0.0.0. O que está acontecendo com o pessoal da New Age é o velho medo do número 13. Só isso.
2) O povo picareta quer ganhar dinheiro. Ninguém ficaria assustado e compraria os livros best-sellers se o “fim do mundo” fosse em 4772… está muito distante…

"Eu não posso iluminar no outro aquilo que é escuridão em mim"
(Nelson Mandela)

terça-feira, 7 de julho de 2009

KYMATICA


O verdadeiro self é o epicentro de todo o ser de uma pessoa.
É a soma total de tudo que somos.
O falso ego, por outro lado,é a ideia e o conceito que criamos sobre nós mesmo ao longo da vida, que tipicamente exclui quaisquer características que não queremos aceitar como nossas.

Porém, a Humanidade foi dotada com a liberdade de escolher
entre obedecer o verdadeiro self ou render-se à tentação
da vaidade e do materialismo do falso ego.

Esse é o traço mais notável que separa o homem do animal,
nosso livre-arbítrio.
A escolha de seguir nossos conceitos e ideais
ou nossos impulsos naturais.
A escolha de preservar a natureza, ou destruí-la.
Essa liberdade de escolha tem peso no destino de todo o organismo que chamamos de humanidade.

Um câncer começa com um grupo de células em uma comunidade
que falha ao se comunicar com o sinal consciente do organismo.
Essas células começam a crescer sem controle e a se espalhar para outras áreas do organismo.Essa mesma doença é evidente no nosso mundo de hoje.
O câncer sobre a nossa Terra é a dominação de nosso falso ego
e nosso distanciamento da natureza.

A vaidade leva à segregação e à competição.
A competição leva ao medo e à ganância.
A ganância leva à mentira e à imoralidade.
E a imoralidade é um solo fértil para doenças, promovendo guerras em nossa Terra.

Cada ato de ódio e destruição em nosso mundo
começa com auto-ódio e autodestrutividade.
E tudo isso começa com uma falha de comunicação.

Na natureza, tudo que percebemos com nossos 5 sentidos é resultado de dois princípios fundamentais.
Tudo que existe é feito a partir de uma relação entre vibração e matéria.
Vibração é a força criativa masculina aplicada à matéria,
que é uma força receptiva feminina.
Assim começa o princípio da dualidade.

Vemos essa dualidade em filosofias e mitos antigos,
mas essas filosofias e escrituras foram distorcidas e privadas de seu significado original
dando a impressão de que uma polaridade era boa enquanto a outra era má.
Os sábios, iniciados e xamãs originais ensinavam que ambas eram necessárias
e uma não existiria sem a outra.

Esse dois princípios importantes se unem para formar todas as coisas no universo.
Isso é Cimática.
A comunicação de todas e quaisquer coisas na natureza
depende desse princípio.